Deveria ter esperado dar um ano para fazer um post de aniversário, mas não. Nesse tempo teve uma bagagem de tristeza por manter esse querido espaço desatualizado, believe me.
Não gosto de ser daquelas pessoas que escrevem posts falando sobre si, si, si e (ufa) si. Mas enfim de modo geral ainda que não me perguntem a vida vai bem. Isso de ser noiva-bem-dizendo-casada as vezes é fácil, as vezes é difícil, as vezes os hormônios não ajudam.
Bom, eu queria mesmo era falar sobre fazer coisas que gostamos. Eu trabalho tanto que não tenho tempo de fazer quase nada do que eu realmente gosto. Por exemplo, sou apaixonada por fotografia analógica, gosto de revelar meus filmes, ver o resultado de invenções e filtros, e do meu projeto pessoal que é fotografar pichações e graffites de rua.
É uma daquelas coisas que eu fixo pensamento o tempo todo quando vejo. Por exemplo, quem já passou pelo Alto da Boa Vista aqui no Rio, pode perceber que um pouco depois da pracinha onde fica a entrada para a Floresta da Tijuca, tem um galpão de tijolos a mostra, e tem um desenho lindo naquele galpão mas como eu sempre passo de ônibus por ali nunca consigo tirar uma foto, apesar de ter uma fiel escudeira Olympus carregada com um filme “pau-pra-toda-obra” ISO 400.
Não consigo tirar uma mísera foto do desenho (prometo que quando tirar posto aqui).
Todos os dias passo e olho uma das faces da Pedra da Gávea. Como é linda, será que foram os fenícios? Será? Enfim, independente, é deslumbrante a vista do Alto para as mansões ali do Joá e São Conrado (não sei ao certo que mansões tem ali naquela área, não me julguem!).
Ou quando de vez em quando passo pela Avenida Niemayer a imensidão do oceano. Acho que a vista de quem mora no Vidigal é mais bonita que a minha aqui de casa, certeza…
Enfim, não fotografo, não sei porque, talvez porque tenha medo de deixar a câmera voa pela janela ou porque sou meio idiota, poderia usar a Action Sampler que tira 4 frames mas não. Não faço, normalmente olho, aprecio, mas nunca registro essas pequenas coisas que assisto dia-a-dia.
Outra coisa que me dá alegria em fazer é desenhar e por vezes fotografar meus materiais de desenhos, meus desenhos em si. A palavra é essa: alegria. Me sinto alegre e feliz em poder expressar com cores e traços coisas que sinto, penso, a forma como vejo o mundo talvez mais sincera e natural forma.
Deveria mostrar meus desenhos mais – a vontade – mas ainda gosto de guardar eles comigo. Como se fossem pequenas jóias.
Gosto ainda de escrever e ler, mas na categoria felicidade são coisas tão introspectivas que normalmente exigem a mente aberta sabe? Ando focada demais em trabalho, trabalho, trabalho e isso vai te devorando. Começa te comendo tempo, depois te consome pensamento fora daquele horário maldito das oito as seis, e por fim te consome as raras tranquilas e serenas horas do dia do descanso e do primeiro dia da semana. Se diz-se por aí que até Deus descansou, eu no entanto, em pensamento, muitas vezes não.
Volte e meia me pergunto se sou única ou se tem mais gente que se vê preso nessas armadilhas que essa roda-viva cruel que se impõe a nós?
Ao som: Muito Estranho – Nando Reis












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